Livro em aberto

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Decidi escrever. Ter você numa folha de papel. Por que é tão difícil? Por que de repente você se tornou tão grande? Noutro dia me lembrei do filme do Jabor. Agora sou eu o ratinho da história. Você se lembra? No roteiro o ratinho era Ele enquanto Ela crescia, crescia, anulando o coitado do ratinho, pisando, e Ele diminuindo, sumindo. Agora sou eu que olho para você e mal enxergo seus olhos. Você não pára de subir, crescer e tomar o espaço todo. Você hoje é o gigante.

O que mais me intriga é perceber que as pessoas simplesmente trocam de papéis. Num dia acreditei ser uma estrela: só andava em cima do salto sem medo de cair. Noutro dia um outro achou estranho ter mudado sua atitude; sua personalidade parecia outra, “Isso é inadmissível, nunca fui assim”, disse ele nervoso.

Como se fossemos de gesso. Como se fossemos programados, ao nascer, a ser assim ou assado para o resto de nossas vidas. Vi que não. Vi você de perto e você se entristeceu por isso. Porque você só consegue estar feliz sozinho, sem ninguém para apontar o você para você. Você quer ser outro. Quer ser cada vez mais gigante. Mas o gigante é o ratinho ao contrário. Hoje entendo bem disso. O ratinho se esconde na grandeza até vir alguém e tirar a capa, e pluft: ratinho de novo.

Sempre existirá alguém para desmascarar. Para nos desmantelar (desnudar). E por vezes existe tanta capa que o processo de se desnudar machuca. Arranca a pele e arranha.



Escrito por Carol às 02h35
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Escrito por Carol às 03h50
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