Livro em Aberto


Menina-foca

 

Essa coisa do foco. Foco, menina; foca! A menina-foca na coisa que lhe aparece na frente, de repente. Levemente, vira à direção. Um beijo, um afago, novamente a tira do foco da coisa. A frente muda. E muda, se entrega ao que agora é lado. Depois, o fardo. O sufoco. A menina só-foca o que lhe aparece na frente, porque é como um raio que a seduz - tormenta. Induzida, a menina gira. Os olhos brilham. O mundo fica de cabeça para baixo. Ela, de cima, de ponta cabeça, quebra a rotina, embora (su)foque depois do acalanto. Pranto, porquanto nova direção. E por aí segue... O dia muda, o corpo vibra, e a menina-foca o que reluz.

 

 



Escrito por Carol às 01h00
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Escrito por Carol às 17h11
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em cena na rua

tudo agora faz sentido, porque entendi que não é preciso, sempre, ‘dar nome aos bois’, olhe pra mim, tente me construir, ainda que da sua maneira, porque eu preciso falar, e falar pra alguém, você; eu, entende, então me olha, eu quero me enxergar em você rastejando, torturada; sei que ainda não te conheço suficiente pra dar razão ao que sinto quando estou perto de você, mas sei que é alguma coisa; diferente, o corpo esquenta um pouco mais..., olha pra mim, faça esse favor de me sentir; ...eu, numa vontade de decifrar sua combustão velada..., sua atenção voltada para não sei o quê, que te deixa longe, que me deixa perto, me escuta, eu te peço que me escute olhando nos meus olhos; eu quero escutar o seu silêncio criativo, quero que dirija meus passos, minha boca..., sua língua em minha nuca, tudo marcado!,  tente me construir, preciso ser alguém pra você...; quero que me reflita, porque há sintonia, entende, uma certa loucura em seu olhar, um olhar penetrante e fugidio ao mesmo tempo, que me instiga a olhar na direção do seu pensamento forte e escorregadio...; sei que você goza à minha loucura masoquista, assuma, você gosta..., e... fico grata por olhar com doçura pra mim, sim, lhe agradeço por me achar louca dentro da minha ingenuidade lapidada; eu quero ser a sua amante, seu personagem favorito, sua bela em cena, na cama, na grama, sim!; eu quero ficar uns instantes parada; quero te irritar com a minha insistência; te provocar: corpo à beira de uma erupção ..., quero tensão..; meu corpo quente, ouvindo seus suplícios descontrolados!, eu, rindo, corpo implorando, louca, apaixonada, sim, eu quero ser a sua louca santa, aquela que chora de prazer, santa e louca, enquanto você... você.

 



Escrito por Carol às 00h49
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