jogar água nos olhos embaçados e seguir reto - parar de inventar círculos por aí! a menina quer andar sem tropeços!, tirar o peso da mochila (achar na bagunça um só caminho, e ir sem tanto machucar a sola dos pés).
o que a menina quer é sossego. encontrar um lugar puro onde possa respirar. ouvir menos barulho. entrar em si, e sair de si (reverberar). pousar a mão sem precisar tirar - porque a menina quer acreditar.
o que a menina não mais quer é correr parada!
Escrito por Carol às 14h45
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como um derretimento da alma abatida, fatigada. corro, corro, e já não há socorro: o tempo gasto escancara o assalto do que fui - é ladrão, inescrupulosamente assassino de toda e qualquer pureza que outrora esteve reinante.
a dança, agora, cansa o corpo, e a melodia, já não convence suficientemente, ao fechamento dos meus olhos - não há abertura para fantasias -; neste momento, a mente está encouraçada, e o coração, arredio.
cheguei a acreditar que, alguma força, um dia me salvaria - de mim. eis que, quando ouso fechar meus olhos, ao invés de enxergar um caminho à redenção de mim mesma, escuto o abismo em seu desdobramento.
Escrito por Carol às 20h28
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