Livro em aberto


 

 É sangue. No chão é cor. É assim a vida. Alma arrancada sem dó.

Sangra porque a vida é assim: avermelhada ida...

 



Escrito por Carol às 18h41
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Eu estive aqui

Eu te. Eu... Eu ti. Eu estive aqui... É.

Pedaços de mim no chão da sua casa fria. Aqui: eu.

Depois lá. Dor. Dó. Si... Se ao menos você existisse... Se.



Escrito por Carol às 15h34
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Id.

Id (a). Despedida. Lida a linha. Palavra linda. Lira: dia; o agora. Lírios. Meus cílios. Anos; mais um presente. De Deus. Seja Deus o que for. Ir: Ri ao contrário (Rir). Gargalhadas lacrimejam os cílios. Filhos. Lírios para o alto. Salto. Queda. Surpresa. Servir à mesa. A vida é mesmo uma montanha. Gigante. Grade. Grande.

I sem pingo ainda é i. I no plural já é outra língua. Is. É. Ponto. Pronto, ponto com i vira Pinto. Piu-Piu é Pau-Pau com i. Is Pau-Pau com i. Piu-Piu amarelinho. Geladinhos os pingos, o pau fica duro. De novo alguma coisa terminando. Alívio. Nova coisa no lugar, e com isso a esperança. Inerente ao It; a essa coisa que é estar vivo. It, is, com pingos – no plural.

Caminho pelas ruas. Os pingos lambem meu corpo com desejo. Suam a minha pele. Borram minha essência com paixão, até que eu sucumba e sugue meus próprios lábios beijando os pingos; mordendo a chuva com carinho (acariciando meu próprio corpo tentado de chuva). Chupo a vida com vontade; agarro o mundo com força, com o corpo - fosse ele acabar; dou uma piscadela para as ofertas, percorro as esquinas, quebro vidraças, corto caminho. Escolho o beco. Beijo no beco. Canso. Corro do beijo, dobro à direita, mão esquerda cobrindo o peito.

Minha boca sorri (Ri; Ir: Felicidade). Algo novo, incomensurável, está por vir. Tesão. Pulsão. Dobro à esquerda, já é noite. Apresso o passo. O lado direito do pinto é torto, não oco. Mergulho no espesso. Engulo. Canso. Corro do ponto com i. Torto. Cantarolo no meio da rua. Cruzo olhares. Sugo o olho de quem me olha fosse eu um imã. Retribuo de novo. Meu olho ri. Ir. Ironia? Ir. On. Ia. Vou. Por dentro rio. Nado em mim por dentro. Rio de dentro. De pingos.

Rio de gozo. Os pingos riem de prazer.  Esperança: rio de pingos nas esquinas. Quinas machucam, mas fazem gozar. O rio nunca é o mesmo, mas inunda de is, disso que é.

(Tudo é imagem. É tudo performance. Saber vender-se é o novo projeto do século. Chega uma hora em que tudo perde a coerência, porque no fundo tudo é forma, e o fundo da forma é oco. Então eu me vendo para os pingos, eles me lambem satisfeitos, eu os beijo, e quanto mais saliva dentro do meu corpo-boca, mais cresce o meu i - meu id.).

 



Escrito por Carol às 00h55
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Corpo mole

De novo o corpo mole. Moleza mesmo. Mole. Qual o objetivo afinal? É por isso... Nenhum. Nada de planos, porque são muitos. Muitas possibilidades. Fica confuso quando existem muitos caminhos. E o foco? Ah, pelo amor de Deus! Se até agora não houve foco, não haverá nunca...

O corpo fica mole quando não há esperança. E por algum motivo, quando não há dureza, rigidez no corpo, o que chega é lucro. Sim. Lucra-se quando não se espera o que se ganha...

É melhor assim? Não esperar? Não planejar? Não fazer esforço? Porque sempre fui assim, mas desta vez não vejo caminho nenhum pela frente (porque são muitos)... Das outras vezes também não?

Com meu corpo mole ele aparecerá, o caminho? A casa, o corpo, o dinheiro, a profissão? Aparecerão?

 



Escrito por Carol às 13h17
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Você!

São Paulo. Você. Por quê? O mundo. A língua. Pessoas, anseios (a língua na minha língua no mesmo timing). Você. Entendo... Você. Outros. Outras... Eu? Por que não? Sou assim... E daí? Cerveja. Sim, estou legal! Por isso digo, suplico... Será (lá vou eu... é, vou eu, pra onde? Fuga?). Outros. De novo. E daí. Você sim. Eu não... Por quê? Cigarros, esquemas, poemas, pra quê? Casa (nossa?), arma (poder), farda (pseudo), bebida, bêbada? Sim. Sim. “Eu digo sim. Eu digo não ao não...”.

Eu sou. Eu digo. Eu, louca? Sim. Sim. Louca e doida e apaixonada. Entende? Me entende? Qual o problema? A vida, o mundo, as mulheres, os homens, e daí? Os problemas... Eu só quero é ser feliz. Quanto? Não sei, porque não sei medir (não sei simplesmente seguir a manada).

Mas e daí?

Porque daqui é isso: apesar do drama, do patho(s) selvagem – o amor. O que me salva...

E aí?

 



Escrito por Carol às 01h40
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